quarta-feira, 17 de junho de 2009

Overkill...




A difícil tarefa de conviver com outras pessoas. Sim, parece que nunca terminaremos uma conversa com um simples final feliz, ou pelo menos, menos conturbado. Não interessa, conversando com um dos meus parceiros nas maldades, percebi que o período de 4 anos é muito intenso quando se tem 16. Já aos 21, nada muda muito, tudo parece se prolongar por muito tempo, isso inclui as coisas ruins, claro.

Eu estou desaprendendo a conviver com algumas pessoas. Houve um tempo em que eu brigava mais, e com isso mostrava para pessoa o que estava achando errado. Desta maneira ambos éramos capazes de achar uma solução para o problema, e tudo estava resolvido no mesmo instante. Agora não, parece que eu me sinto cansado só de pensar que vou ter que me explicar para alguém, buscando fazer com que ela entenda o que se passa na minha cabeça. Aí eu simplesmente deixo para trás, a pessoa e a situação, engulo uma espécie de aceitação e junto disso tudo me torno indiferente à pessoa, pois percebi que ela não vale tanto assim na minha vida. Talvez algum dos meus amigos prefira mesmo que eu nem brigue mais com antigamente, a questão é que ele mal sabe que talvez já nem seja mais meu amigo, e por isso não tenha conflito a ser resolvido, ou frase a ser interpretada.

A gente só luta e briga por aquilo que é importante. O resto , a gente só diz "oi, tchau, até mais."

quarta-feira, 10 de junho de 2009

just listen to the call




... E não pense em mais nada. Escute o chamado e deixe se levar pelas ondas que rompem a realidade. Ondas que fragmentam o coração em pequenos pedaços de alma e desejo. Assuma seu egoísmo para Deus e para o mundo, aceitando de imediato as piores partes do seu ego, deixe que as feridas sequem por si só. E que a honra de chorar caia sobre seus olhos, lave seu rosto e apague de seus lábios aquele desenho rústico de um sorriso não verdadeiro. Deixe que as cordas do violão dancem com seus ouvidos ... apenas escute o chamado.

Houve tempos em que eu lutava diariamente para entender a mim e ao mundo, achar uma semelhança entre meus pensamentos e aquilo que me rodeava. E tudo o que eu consegui foi me frustrar mais ainda comigo, e com as pessoas. Era como dar voltar em torno de um buraco, ou como acordar de um sonho e perceber que meu rosto era completamente diferente do que aquele que estava na minha mente há minutos atrás. Passava dias olhando para o nada e pensando ... pensando ... imaginando como seria o amanhã ... o que dizer para as pessoas amanhã ... o que esperar ouvir delas amanhã. Inevitável foi o momento em que eu despertei de todas essas questões e me libertei de crenças adquiridas junto à neurose. Daí em diante, perdi amigos , ganhei inimigos, perdi colegas, ganhei novos colegas e tudo se tornou uma troca diária de destinos e caminhos. Não sei se seria correto usar a palavra "destino" no plural, pois geralmente se diz que só há um destino , mas quando você quebra seus próprios paradigmas percebe que o plural está em tudo, inclusive na sua existência. A minha nova forma de ver as coisas me mostrou que por mais forte que sejam minhas características pessoais, eu nunca serei o mesmo que fui ontem, quando te disse oi , ou adeus.

As marcas ficam, mas não são nada além de um registro. Toda vez que as coisas ficam ruins ou difíceis eu condeno todas as certezas e duvido até mesmo da solução. Quando percebo, estou fora de tudo. Sempre dentro de mim. Existe um mundo que é muito mais complexo do que esse aqui, e eu só chego nele quando o corpo desiste de resistir e a mente não se alimenta mais de razão. Existe um caminho que leva direto ao coração, só que ele está cheio de armadilhas e ilusões. O que eu sei é que devo continuar caminhando, parar não está nos meus planos.

Sei que ainda assim sou egoísta e quero tudo o que gosto só para mim, e custo a aceitar o fato de que não há amor quando se existe repressão e domínio. Então eu liberto à todos, pois sei que os meus sentimentos sempre serão intensos e falarão por mim. Tão intensos que congelam meus atos, me tornam frio e indiferente.

A intensidade do nascimento de uma estrela é a mesma intensidade do que digo. As vezes já morreu , e ainda assim continua brilhando. As vezes se apagou e eu continuo olhando.

.... Please, don't drive me blind




(...) Mesmo com essa sensação de tempo parado, eu ainda ando nas ruas, almoço, pego ônibus, enfim. Depois daquele ultimo dia e daquela ultima conversa eu achei que nunca mais seria capaz de criar memória, ou de ter uma identidade. Hoje vejo que toda aquela dificuldade era apenas mais uma maneira de me construir, destruindo tudo o que um dia chamei de "nós".

Estava aqui, tomando café e olhando para fora da janela, chuva e mais chuva. Nunca nos importamos com a chuva, ou em ficar molhados. E cada gota de espirrava no vidro era como uma palavra que você dizia. O pior foi não sentir nada com isso. Apenas tive vontade de escrever. Dizer que mesmo com a sensação de tempo parado, eu não achei outra forma de descolar seus olhos dos meus. Então, arranquei-os, e hoje só vejo o que eu quero. (...)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Eu sinto, misturado com meu sangue ... berrando !




Depois de todo o calor e de não ter mais nenhum senso de direção, eu sinto correndo junto ao meu sangue. Queimando minha pele, e amortecendo meus lábios. Parece como chegar a um campo de algodão, aonde tudo é branco. A música já não é mais a mesma, e parece que não estou mais na estrada, ou no deserto.

Me cansa ter que pensar sobre o que de fato está acontecendo, então apenas deixo os sentidos tomarem conta de mim , junto à substância que domina meu corpo. Eu tento olhar para o céu e ver o sol, tendo achar algo para me guiar... Só que está difícil.

Eu sinto uma vontade gigantesca de brigar e ao mesmo tempo eu também tenho vontade de passar uma noite inteira conversando sobre a vida e sobre os milhares de pontos de vista. Eu também busco uma bússola que guie meus pensamentos ... também busco um ponteiro que guie meu coração.

Agora eu sei bem qual a sensação de beber a tirar os próprios pés do chão, você vai tão alto que não sente mais necessidade de criar limites para a sua existência, e quando volta à realidade, cai de tal forma que muito provavelmente não irá se levantar.

Eu continuo navegando em direção ao sol , seja ele do deserto ou o sol dos meus pensamentos. Estarei sempre buscando uma direção.

Sim, quando eu voltar prometo contar como foi a viagem.

domingo, 24 de maio de 2009

Areia nas velhas botas pretas




... Antes fosse assim sempre, você acordar e lembrar de pouca coisa. Lembrar só do que foi interessante.
Caído ao lado da privada, tudo parecia ter apagado e acendido repentinamente. Levanto, olho no espelho imundo e vejo parte do meu rosto, um olho roxo, um corte pequeno no canto da boca. No chão só restaram cacos de vidro , um maço de cigarro e minha carteira (vazia). Quando volto para o carro na beira da estrada não consigo achar as chaves. Lá vamos nós aos velhos hábitos, pega o fiozinho, raspa um pouco da ponta dele, pega o outro fiozinho , "tec", "tec", plushhh ... faísca = partida.

Um puta sol na minha cabeça, e sem senso algum de direção, só estava seguindo em frente pq a estrada era retilínea mesmo. O som mal pegava, ainda dava para escutar um pouco de Eagles of Death Metal. E a sede ? E a dor de cabeça ? Tudo luxo, pura vaidade. Não tinha mais gosto de guarda chuva na boca, era gosto de gasolina mesmo. Em seguida bate aquele momento " oh, fuck you motherfucker, don't buy me this shit right ?". Paro o carro, sento novamente na beira da estrada ... penso um pouco , abro o porta-malas, pego minha garrafa de Jack Daniels, um copinho de Cabaré, cuspo um pouco para o Santo e bebo. Começo a lembrar de algumas coisas ... e do nada , como num insight, eu vejo as minhas botas cheias de areia ... caio.

Quando eu acordo , o céu está alaranjado, com um azul no seu topo ... só me resta aumentar o som do carro e cantar " Speaking in Tongues", dançando entre os cactos. Já até esqueci da fome, para piorar além de alcoólatra é vegetariano também. Comeremos cactos, sem problemas.

Eu já nem sei o nome do deserto onde fui parar. Leio algumas cartinhas jogadas no banco do carro... uma delas diz " Te amarei até no inferno". Acho que vai mais além do que isso. Tá para nascer... acho que tá para nascer.

Veny.

domingo, 17 de maio de 2009

Cordas vocais ...




Retorno mais uma vez a este espaço digital, tão popular hj em dia. Tal popularização fez com que centenas de blogs sem sentido ou que procuram desesperadamente por um sentido surgissem.

Ensaio de domingo com a banda foi legal, músicas novas (2) cada uma com sua característica, provando mais uma vez que podemos nos superar. Fico animado atém, mesmo achando que não é p bastante.

Às vezes eu me sinto cansado de não me animar com as coisas e achar tudo superficial demais.

Acho que já tomei um caminho que tão cedo não terá volta.

sábado, 9 de maio de 2009

Sempre foi de brincar sozinho .

Menino sai desse chão frio, para de brincar sozinho e vem aqui com seu irmão. Não mãe, ele não sabe brincar direito. Não quero saber, vai brincar com ele.

A semana acaba/começa, e eu simplesmente aceito. Passivo/agressivo, pensando somente no que será da banda. Não que eu não tenha outras coisas para pensar, tem a faculdade que está apertada esse semestre. O que parecia fácil antes, agora tá feio e difícil. Fora essas coisas da rotina, não tem nada muito novo. Talvez o novo seja o escasso contato que eu tenho com as pessoas que conheço, ou os antigos amigos. Melhor para mim, melhor para eles. Assim eu não preciso ficar ouvindo a opinião superficial deles sobre minhas atitudes e comportamente, e eles não precisam ouvir minha opinião seca , sem graça e pessimista sobre seus dilemas TÃO RELEVANTES. Dá para perceber que certas coisas não mudam.

De vez em quando me lembro do lixo do passado e até sinto o cheiro podre dele. De vez em quando eu me pego cantarolando algo do passado, e até escuto um sonzimho no fundo do ouvido. Tudo isso é pq top usando drogas rs. Brincadeira. Nostalgia faz parte.

O legal de ter um blog, ao meu ver, é ele ser seu e ponto. De que adianta 30 mil acessos idiotas e um monte de gente fingindo ler o que vc escreve ? E vc, lê o que escreve?

Que seja, cada conta alguma coisa da maneira que acha melhor. Eu conto assim.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Tão louco que corta os braços e sorri !




Foda-se o positivo...
Fodam-se os pulmões....
Foda-se o bom sangue...
Foda-se a educação....
Foda-se o controle
Foda-se o auto controle...
Foda-se o bom dia...
foda-se mais este dia ....
Foda-se sua vida....
Foda-se seu amor.... coração ... romance ... paixão....
Fodam-se seus nomes ...
Foda-se minha mente ...
Foda-se minha razão ....
Foda-se minha postura...
Foda-se minha consideração...
Foda-se minha amizade...
Foda-se meu perdão ....
Fodam-se meus braços ....

E viva meu caos !

domingo, 12 de abril de 2009

Vai lá




Este espaço eu optei para deixar somente os meus pensamentos sem sentido. Não me é interessante comentar sobre notícias atuais, publicadas e publicáveis. Para isso existe o site do Folha On Line - http://folhaonline.com.br. Vai lá.

Hoje é domingo de Páscoa, tudo no silêncio, tudo na devida paz. A Itaipava gelando e esperando por mim. Não sei, não há tempo nem mesmo para sentir alguma coisa. Estava mexendo nas minhas tranqueiras e achei meus buttons antigos, escrito "Hardcore" no rótulo da maionese. Bateu aquela saudade das tardes de sol laranja. Mais uma vez né ? Repetitivo é a mãe.

É aí que percebemos o quão rápido o tempo é e que estamos envelhecendo. Bonito de se ver, e não tão fácil de aceitar. Mas mantemos a cabeça erguida por pior que tenham sido as guerras e os momentos de derrota. O ser humano existe justamente para isso, para viver ! O que pressupõe erros e acertos na medida do possível. Ainda para complicar mais existe a subjetividade, o livre arbítrio entre outras coisas de gente.

Queria poder ter uma mesa de bar em casa, eu até tenho uma mesa para beber e conversar, foi o que fiz na sexta feira a note, abri umas cervejas , comi Doritos e falei muito, sobre coisas inuteis, futeis , sem sentido. Não saciei uma vontade, apenas matei o tempo e saboreei a bebida sem prestar muita atenção no que estava acontecendo de fato. É como pedir para sair do seu próprio corpo, é como tomar 7 comprimidos de Diazepan e uma dose de Uísque.

Boa noite, até semana que vem... e que venha !

domingo, 5 de abril de 2009

As vezesnão adianta remendar

... Eu me torno invisível.


E intolerável.


Impossível de se conviver.


Sou assim, um pedaço podre de mim.

Veny.